02. Quais as áreas de actividade mais propícias à internacionalização? 

 

O nosso envolvimento no EASY Project – Early Stage Investors for High Growth Business - tem-nos permitido identificar alguns sectores que regularmente mobilizam mais investidores ao nível Europeu. Para além das habituais TIC, são frequentes os projectos nos seguintes sectores: cleantech (tecnologias limpas), biotecnologia e ciências da vida (incluindo equipamentos médicos), design e media.

Acresce que a tendência verificada nos últimos anos de deslocalização de negócios, assentes na produção ou prestação de serviços quando o factor preço supera o factor criatividade, vai continuar provando que não é sustentável nem um motor de desenvolvimento para o país continuar a competir com produtos que outros mercados respondem de forma bem mais eficiente.

Nesse sentido a internacionalização tem de ser feito com o recurso a actividades possuidoras de capacidade criativa, novos designs, novos processos, uma vez que é no valor humano e na capacidade de constante inovação que os jovens empreendedores se podem afirmar nos mercados internacionais.

A título de exemplo não resisto a mencionar a grande aposta efectuada pela Critical Links , um spinoff da Critical Softaware - empresa de capitais nacionais e com software desenvolvido em Portugalque através de uma solução all-in-one para pequenas e médias empresas permite integrar numa única plataforma serviços de voz, dados, redes e segurança oferecendo todas estas funcionalidades numa única caixa, simplificando os serviços, reduzindo custos e optimizando o espaço. A Critical Links está presente em mercados tão distintos como o mercado Europeu, Americano ou Indiano nos quais tenta obter uma quota de mercado significativa para poder beneficiar em 2011 de um valor que se estima venha a ser de mais de 2.6 mil milhões de dólares.

Francisco Banha
Presidente da Gesventure