Será muito limitador de crescimentos e conterá quase 8 mil milhões de euros de cortes na despesa, para se atingir um défice na ordem dos 4,5%. De resto, o corte na despesa vem sendo exigida por todos os politólogos e comentadores, que dizem não ser possível aumentar mais os impostos. Já se sabe que o PIB diminuirá em aproximadamente 2,5 %, e sou dos que entendo que é nestes momentos que temos de ser criativos e apresentar novas soluções que invertam o quadro e aumentem o PIB e os consumos, sem maiores endividamentos...
Construi assim várias ideias para esse fim, as quais já tive oportunidade de apresentar pessoalmente, ou de enviar a vários membros do actual Governo. Aqui fica uma delas:
Estamos a assistir a uma enorme redução nas vendas de automóveis, com falências e despedimentos, colocando todo o sector em sério risco. Entendo que só acrescentando mercado, com novos consumidores podemos inverter a situação. Devíamos avançar rapidamente para um quadro de benefícios fiscais aos Emigrantes que adquiram automóvel novo no mercado nacional, com entrada de capital do estrangeiro específico para a compra!
Desse modo, conseguir-se-íam atingir vários objectivos:
- aumento do produto interno bruto;
- equilíbrio da balança de pagamentos (entrada de divisas);
- incremento da produção nacional de automóveis e componentes;
- aumento das visitas de Emigrantes ao país, com reflexos no consumo interno e turismo induzidos "de fora";
- melhoria do Parque Automóvel e da segurança rodoviária;
- dinamização do sector automóvel e inversão do quadro recessivo.
Nota: Afirmo por minha honra que não tenho qualquer interesse directo ou indirecto no sector automóvel. Apenas entendo que esta é uma forma de aumentar mercado e contrariar a recessão mais do que certa de 2012.
António Edmundo Ribeiro
Figueira de Castelo Rodrigo, 6 de Outubro de 2011