Ainda não deverá ser este mês que os funcionários da TAP vão sentir na conta bancária as orientações do Orçamento do Estado (OE) para 2011. Mais uma vez, e por prosseguirem as negociações entre a companhia aérea e o Governo, os cortes salariais exigidos pelas Finanças às empresas públicas não serão realizados. Quanto à NAV-Navegação Aérea e à Caixa Geral de Depósitos (CGD), que em Janeiro também não cumpriram as exigências de Teixeira dos Santos, irão aplicar no final do mês a redução de 5% da massa salarial. Os sindicatos que representam os trabalhadores de terra e de voo da TAP, incluindo o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), chegaram a ter reuniões marcadas com Fernando Pinto no final de Janeiro. No entanto, à última hora, as reuniões acabaram por ser adiadas uma a uma e, até agora, nenhuma foi remarcada. «Não temos qualquer informação e até este momento [Fernando Pinto] não fez nenhuma convocatória», afirma o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (Sitava), José Simão. O mesmo responsável adianta «que começa a ser muito tarde, tendo em conta as questões burocráticas do processamento» de salários. O dirigente do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (Sitema), Óscar Antunes, confirma que também ainda não foram convocados pela administração da TAP para nova reunião. Mas diz que, como a empresa «já congelou progressões de carreira e anuidades», com efeitos a partir de Janeiro, "parte" da lei já está a ser cumprida.
Diário Económico