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Risco de Portugal cai a pique 

 

Em apenas nove dias o ‘spread’ da ‘yield’ das obrigações de Portugal a 10 anos face às congéneres alemãs corrigiu mais de 27%.

Os primeiros dias de Fevereiro marcaram uma forte inversão nas ‘yields' das obrigações do Tesouro da República, em resultado de um súbito aumento da procura por estes títulos. Depois de em Janeiro a ‘yield' média das obrigações soberanas a 10 anos terem superado o máximo histórico de 17,4%, hoje estão a negociar no mercado secundário a uma taxa média de 13,3%. Trata-se de uma correcção superior a 400 pontos base no espaço de apenas nove dias úteis. Mas não só: também o diferencial entre a ‘yield' das obrigações a 10 anos de Portugal face às congéneres alemãs (‘bunds') registaram uma correcção superior a 27%, estando hoje nos 1.134 pontos base. Na prática, significa que se no final do mês passado os investidores estavam a exigir, em média, 9,7 vezes mais a Portugal que à Alemanha para comprarem a dívida nacional, hoje esse rácio está nos 6,7. A pressionar este movimento deverão estar operações de compra do Banco Central Europeu (BCE) no mercado secundário, com o intuito estimular maior procura por parte de investidores institucionais, que em resultados dos últimos cortes de ‘rating' da República foram obrigados a fecharem as posições que tinham em dívida portuguesa. Apesar da forte correcção das ‘yields' dos títulos de dívida nacional, é importante lembrar que as obrigações do Tesouro continuam a negociar no mercado secundário com um desconto médio de 40% face ao seu valor nominal, indiciando que os investidores estão a antecipar uma reestruturação da dívida nacional nesta ordem de valores.




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