O BCP vai mesmo recorrer a dinheiros públicos para se recapitalizar, estando esta via prevista no plano que entregou ao Banco de Portugal, a 20 de Janeiro. O capital do BCP será fortalecido por duas vias: um aumento de capital com preferência para accionistas actuais e a entrada do Estado. De acordo com um comunicado divulgado ontem à tarde, que não fala em valores, o aumento de capital será primordialmente destinado aos «accionistas privados», mas o banco acrescenta que «para além do concurso dos actuais accionistas, o Banco Comercial Português tem recebido manifestações que lhe permitem contar com a participação de investidores de referência em futuro aumento do seu capital». O principal candidato para esta entrada é, tal como o Diário Económico já havia anunciado, o China Development Bank. Quanto à forma de entrada do Estado, nada é explicado. Em causa está a linha pública de capitalização dos bancos, de 12 mil milhões de euros, que pode tomar a forma de capital ou de instrumentos híbridos, que não representam, no imediato, uma posição accionista. «Com a execução do Plano de Capital apresentado, será reforçada a solidez financeira do Banco Comercial Português, enquanto alicerce de um projecto estratégico envolvendo o Banco, os seus accionistas e demais stakeholders, que reforçará a posição do Banco Comercial Português como instituição financeira de referência no mercado nacional e internacional», acrescenta o documento.