Fonte: PÚBLICO 
Mau tempo custou 1,5 mil milhões 

 

Soma dos danos causados pela chuva e cheias já pagaria terceira travessia do Tejo.

A avaliação provisória dos estragos causados pelo mau tempo, baseada na recolha de diversas entidades públicas, ascende a mais de 1,5 mil milhões de euros, o que quase pagaria a terceira ponte sobre o Tejo. Segundo contas da agência Lusa, os prejuízos já declarados por diversas entidades ascendem pelo menos a 1502,4 milhões de euros.
Esta verba dava quase para pagar a terceira ponte sobre o Tejo, com um custo estimado de 1,7 mil milhões de euros, 600 milhões dos quais destinados à ferrovia de Alta Velocidade.
Também pagaria a parte portuguesa na ligação em alta velocidade entre o Porto e Vigo (orçada em 1,4 mil milhões de euros) e cobriria o total de 1,4 milhões de euros exigidos na cimeira do Ambiente de Copenhaga pelos países menos desenvolvidos para se adaptarem às alterações climáticas.
As consequências do mau tempo em, todo o País são particularmente visíveis no sector agrícola, mas também na área florestal, sector agro-pecuário, equipamentos municipais, rede viária, infraestruturas da EDP, telecomunicações e rede de gás canalizado, empresas, principalmente na indústria hoteleira, e habitações privadas.
Só na Madeira, o temporal de 20 de fevereiro terá causado prejuízos na ordem de 1,4 mil milhões de euros, segundo estimativas do governo regional.
Na região Oeste, outra das mais afectadas, pelo menos 63 milhões de euros de prejuízo é a estimativa de sete autarquias (Torres Vedras, Alenquer, Azambuja, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço) após os estragos de um mini ciclone na antevéspera de Natal. No Algarve, os danos totalizam 15 milhões, a mesma verba estimada para os Açores.




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