«Apesar dos seus recentes e elevados custos de financiamento, Portugal está a fazer bons progressos com o seu programa para garantir a sustentabilidade orçamental e melhorar a competitividade», declarou Rehn numa conferência em Haia, na Holanda. Sobre a actual crise da dívida, o comissário lembrou que os tratados europeus «dizem muito claramente» que os Estados-membros da União Europeia (UE) devem considerar as suas políticas económicas como «uma questão de interesse comum», o que nem sempre tem sucedido. «Temos pago, e ainda estamos a pagar caro, pela nossa negligência neste respeito», considerou. As novas regras sobre a governação económica, recentemente debatidas em Bruxelas pelos líderes e chefes de Governo da UE, requerem uma abordagem «nova e mais profunda para a integração económica», com base numa «compreensão clara de interdependência e de responsabilidade entre os Estados-membros dentro de uma união económica e monetária». «Este ano será o ano em que a futura governação do Euro será determinada. E será o ano em que uma forte união monetária será finalmente complementada por uma união cada vez mais económica», reclamou Olli Rehn. O comissário voltou a pedir aos países em dificuldade a aplicação de reformas estruturais, tidas como essenciais para potenciar o crescimento e económico, e que devem ser «de longo alcance, compreensivas e convincentes», podendo atingir áreas como o mercado de trabalho ou o sector público. «Qual é a principal razão para a turbulência no mercado de dívida soberana? Evidentemente, é uma falta de confiança e segurança», sustentou, pegando no exemplo da Grécia, que deve atingir «progresso decisivo» nas reformas para ultrapassar o problema da confiança dos mercados. A moeda única, concluiu o membro da «Comissão Barroso», «veio para ficar» e a actual reforma da governação económica fará com que o euro «saia mais forte da crise actual».