No parlamento, Evangelos Venizelos afirmou que os gregos levantaram 65 mil milhões de euros dos bancos da Grécia desde 2009, quando o país começou a entrar na rota descendente para a pior crise económica e financeira em décadas. «Deste total, 16 mil milhões foram canalizados legalmente para o estrangeiro. Menos de 10% para a Suíça e 32% para o Reino Unido», acrescentou o ministro. Venizelos defendia assim a decisão do Governo de Atenas de apoiar os bancos gregos, que receberam cinco mil milhões de euros em ajudas estatais ao abrigo de um plano que capitaliza a banca em troca da participação do Estado na estrutura accionista e ao abrigo de outro plano que dá às instituições 120 mil milhões de euros de garantias estatais. Os bancos deverão também receber outros 40 mil milhões de euros ao abrigo de um plano de resgate de 130 mil milhões que Atenas está, há semanas, a negociar com a 'troika' do Banco Central Europeu, do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia. As verbas deverão ajudar os bancos a compensar das perdas que terão de assumir na dívida pública grega, ao abrigo de um outro acordo que Atenas está a negociar com os credores privados, sobretudo bancos, seguradoras e fundos, que detêm cerca de 200 mil milhões de dívida soberana do país. Para a Grécia receber o segundo empréstimo de resgate da Europa e do Fundo Monetário Internacional, precisa de chegar ao acordo de reestruturação da dívida com os privados, que visa retirar 100 mil milhões de euros do total da dívida do país, reduzindo o peso dos actuais 160% do produto interno bruto (PIB) para 120%. Atenas precisa de receber o novo pacote de auxílio antes de 20 de Março, quando terá de reembolsar 14,5 mil milhões de euros aos detentores de dívida pública.