Reinserção de reclusos passa pela oportunidade de emprego, diz directora-geral de Reinserção Social 

 

A comunidade deve empenhar-se na oportunidade de emprego para as pessoas que entram no sistema judicial.

Leonor Furtado, directora-geral de Reinserção Social defende que a comunidade deve empenhar-se na oportunidade de emprego para as pessoas que entram no sistema judicial, única forma de permitir a reinserção social dos reclusos e a diminuição da reincidência.
Falando à agência Lusa no final do seminário internacional «Direitos Humanos e Execução de Penas», que decorreu em Torres Novas, Leonor Furtado afirmou que a Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) está a trabalhar «devagar» com as empresas, pois «é por aí» que se faz a reinserção.
Leonor Furtado adiantou que a DGRS vai realizar o primeiro estudo sobre a reincidência em Portugal, para saber, de facto, quantas pessoas voltam a entrar no sistema judicial e conhecer a eficácia do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido.
Num estudo interno, de acompanhamento, ao longo de cinco anos, de jovens com medidas de internamento em centros educativos, a DGRS verificou que 40 a 43% desses jovens voltam a entrar no sistema, afirmou.
O estudo, que vai começar a ser feito este ano junto dos jovens e será alargado em 2011 à restante população reclusa, pode levar a «repensar a forma como se executam penas e as próprias medidas aplicadas». Para a directora geral de Reinserção Social o facto de a maior parte dos condenados em execução de pena o serem por penas leves devia suscitar a reflexão da sociedade.
«A maior parte dos reclusos estão presos não porque mataram ou roubaram gravemente, mas porque conduziram sem carta ou porque estavam embriagados ou por outros pequenos crimes. Isto deve fazer reflectir. A prisão deve ser reservada exclusivamente para a criminalidade grave e séria».
A ideia de organizar o seminário, que juntou juízes, magistrados, advogados e funcionários da DGRS, surgiu de uma visita realizada por Leonor Furtado aos EUA, a convite do Departamento de Justiça norte-americano, que mostrou o seu sistema judicial a um grupo de pessoas de 18 países.
O desrespeito pelos direitos humanos nas prisões norte-americanas mas também a coragem de mostrar o sistema impressionaram Leonor Furtado, que decidiu promover este seminário para reforçar junto dos funcionários da DGRS a necessidade de, no dia-a-dia, respeitarem sempre os direitos fundamentais dos reclusos. «Intervimos junto de 17.000 pessoas e o nível de queixa que temos é muito ínfimo, o que significa que os nossos técnicos intervêm bem».
A Direcção Geral de Reinserção Social integra a orgânica do Ministério da Justiça.
Leonor Furtado, directora-geral de Reinserção Social defende que a comunidade deve empenhar-se na oportunidade de emprego para as pessoas que entram no sistema judicial, única forma de permitir a reinserção social dos reclusos e a diminuição da reincidência.
Falando à agência Lusa no final do seminário internacional «Direitos Humanos e Execução de Penas», que decorreu em Torres Novas, Leonor Furtado afirmou que a Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) está a trabalhar «devagar» com as empresas, pois «é por aí» que se faz a reinserção.
Leonor Furtado adiantou que a DGRS vai realizar o primeiro estudo sobre a reincidência em Portugal, para saber, de facto, quantas pessoas voltam a entrar no sistema judicial e conhecer a eficácia do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido.
Num estudo interno, de acompanhamento, ao longo de cinco anos, de jovens com medidas de internamento em centros educativos, a DGRS verificou que 40 a 43% desses jovens voltam a entrar no sistema, afirmou.
O estudo, que vai começar a ser feito este ano junto dos jovens e será alargado em 2011 à restante população reclusa, pode levar a «repensar a forma como se executam penas e as próprias medidas aplicadas». Para a directora geral de Reinserção Social o facto de a maior parte dos condenados em execução de pena o serem por penas leves devia suscitar a reflexão da sociedade.
«A maior parte dos reclusos estão presos não porque mataram ou roubaram gravemente, mas porque conduziram sem carta ou porque estavam embriagados ou por outros pequenos crimes. Isto deve fazer reflectir. A prisão deve ser reservada exclusivamente para a criminalidade grave e séria».
A ideia de organizar o seminário, que juntou juízes, magistrados, advogados e funcionários da DGRS, surgiu de uma visita realizada por Leonor Furtado aos EUA, a convite do Departamento de Justiça norte-americano, que mostrou o seu sistema judicial a um grupo de pessoas de 18 países.
O desrespeito pelos direitos humanos nas prisões norte-americanas mas também a coragem de mostrar o sistema impressionaram Leonor Furtado, que decidiu promover este seminário para reforçar junto dos funcionários da DGRS a necessidade de, no dia-a-dia, respeitarem sempre os direitos fundamentais dos reclusos. «Intervimos junto de 17.000 pessoas e o nível de queixa que temos é muito ínfimo, o que significa que os nossos técnicos intervêm bem».
A Direcção Geral de Reinserção Social integra a orgânica do Ministério da Justiça.




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